O eixo PSD: governo, capital e candidato O cenário atual apresenta uma configuração rara: • o governador • o possível candidato ao governo (Sandro Alex) • e o prefeito da capital. Todos no mesmo campo político. O prefeito Eduardo Pimentel é peça-chave nessa engrenagem. Não apenas por comandar a maior cidade do estado. Mas por representar continuidade política: foi vice-prefeito por dois mandatos de Rafael Greca; foi eleito prefeito com base nessa estrutura e hoje está alinhado ao projeto estadual. Isso cria um efeito direto: Curitiba deixa de ser um território neutro e passa a ser um ativo político do grupo governista.
O peso eleitoral da capital Curitiba não é apenas um grande colégio eleitoral. Ela define narrativa. • influencia opinião pública. • pauta o debate político. • reverbera para a Região Metropolitana. Quem controla Curitiba, influencia o estado. E isso se amplifica quando há alinhamento institucional, como ocorre neste momento: **prefeitura - governo do estado - base política. **
O fator Pimentel: ativo ou limite? O nome de Eduardo Pimentel chegou a ser testado como possível candidato ao governo. Mas sua posição atual cria um dilema: ele é mais útil onde está.
Como prefeito: • fortalece o grupo na capital • amplia capilaridade urbana • sustenta o projeto estadual.
Sair da prefeitura seria um risco. Permanecer é uma estratégia.
O elemento Cristina Graeml: a reconfiguração do jogo A entrada de Cristina Graeml no mesmo grupo político muda a equação. Ela: • foi adversária direta de Pimentel em 2024 • teve desempenho relevante em Curitiba • agora integra o PSD. E mais: pode disputar o Senado ou compor chapa majoritária. Isso cria um cenário inusitado: adversários locais passam a compor o mesmo projeto.
O efeito na Região Metropolitana A lógica de Curitiba se expande. A Região Metropolitana tende a seguir: • influência política da capital • alinhamento administrativo • redes de apoio municipal. A eleição deixa de ser fragmentada e passa a ter eixo centralizado.
O desafio do grupo governista A força também gera um risco: excesso de concentração: • múltiplas lideranças no mesmo campo • necessidade de acomodação política • disputa interna por espaço. Se bem conduzido: vira força eleitoral. Se mal conduzido: vira ruído interno.
E a oposição? A oposição enfrenta um problema claro: como romper esse bloco em Curitiba? Porque, neste momento: • governo tem aprovação • capital está alinhada • novas lideranças foram incorporadas. O espaço de ruptura diminuiu.
E aí? A eleição de 2026 no Paraná pode não ser decidida em Curitiba. Mas dificilmente será vencida sem Curitiba. E, hoje, a capital está integrada a um mesmo projeto político. Isso não garante vitória. Mas muda profundamente o jogo.
Fato Curitiba deixou de ser campo de disputa e passou a ser base de operação. E, na política, quem transforma território em base, entra na eleição com vantagem estrutural.
