A atual gestão da Prefeitura de Curitiba começa a consolidar um ativo político importante: a percepção de eficiência econômica. Os números divulgados recentemente mostram que a capital paranaense atingiu uma taxa de desocupação de apenas 3,9%, uma das menores do Brasil. E esse dado não é apenas estatístico.
Politicamente, ele ajuda a fortalecer a imagem de uma cidade economicamente organizada, atrativa para investimentos e com ambiente favorável à geração de empregos.
O desemprego caiu — e de forma contínua. Talvez o aspecto mais relevante seja a continuidade da queda. Curitiba saiu de: 9,5% de desemprego em 2020, para 5,9% em 2024, de 5% em 2025 e agora 3,9% em 2026. Isso mostra que não se trata apenas de um pico momentâneo. Existe uma tendência consolidada. E isso normalmente está ligado a estabilidade administrativa, ambiente econômico favorável e continuidade de políticas públicas.
A gestão aposta na política do emprego visível. Outro ponto importante da atual administração é a tentativa de descentralizar empregabilidade. A Prefeitura passou a levar vagas, qualificação e serviços públicos diretamente para bairros, terminais, praças e espaços comunitários. Programas como Blitz do Emprego, Sine Móvel, mutirões regionais e Curitiba Qualifica ajudam a construir uma imagem de prefeitura mais próxima do trabalhador comum.
Eduardo Pimentel herda — mas também tenta ampliar. É impossível analisar a atual gestão sem reconhecer a continuidade administrativa da era Rafael Greca. Eduardo Pimentel foi vice-prefeito por dois mandatos, secretário municipal e participou diretamente da construção do atual modelo administrativo da cidade. Mas existe uma diferença importante. Pimentel tenta consolidar uma identidade mais voltada ao desenvolvimento econômico e empregabilidade. E os números do Caged fortalecem essa narrativa. Curitiba registrou saldo de 17.686 empregos formais no primeiro trimestre de 2026, ficando atrás apenas de São Paulo entre as capitais brasileiras.
O modelo Curitiba continua apostando em inovação. A cidade mantém uma estratégia baseada em empreendedorismo, tecnologia, simplificação burocrática e inovação urbana. Projetos como Vale do Pinhão, Worktibas, Pinhão Hub e incentivo à abertura rápida de empresas ajudam a sustentar essa imagem de cidade moderna e competitiva.
O desafio agora é evitar desigualdade invisível. Apesar dos números positivos, Curitiba ainda enfrenta um desafio importante: crescimento econômico não significa automaticamente distribuição equilibrada de oportunidades.
A cidade continua convivendo com desigualdade regional, vulnerabilidade social, pressão urbana e custo elevado de vida em algumas áreas.
O desafio da gestão agora será transformar bons índices econômicos em sensação concreta de melhoria cotidiana para toda a população. ** O impacto político é inevitável.** Politicamente, o cenário fortalece Eduardo Pimentel. Porque prefeitos costumam ser avaliados principalmente por sensação de cidade funcionando, economia aquecida, organização urbana, e geração de emprego. E hoje Curitiba transmite exatamente essa percepção.
E ai? A atual gestão da Prefeitura de Curitiba começa a consolidar uma narrativa baseada em estabilidade econômica, incentivo ao investimento, inovação e empregabilidade. E os números recentes ajudam a transformar essa narrativa em ativo político real.
Fato: Curitiba não virou referência apenas por planejamento urbano. Agora começa a fortalecer também uma imagem de capital econômica eficiente. E, na política, quando emprego cresce, desemprego cai e a cidade transmite estabilidade, o gestor deixa de ser apenas administrador. Passa a ser associado à ideia de prosperidade.
