NARRATIVA.política, poder e versão

Disputa segue acirrada pelo Senado mostra Pesquisa IRG que revela equilíbrio entre os pré-candidatos

Os números revelam uma disputa extremamente pulverizada. Nenhum candidato ultrapassa a marca de 21% no primeiro voto, e as diferenças entre...

R
Redação29/07/2026
Disputa segue acirrada pelo Senado mostra Pesquisa IRG que revela equilíbrio entre os pré-candidatos

A pesquisa Bem Paraná/IRG, divulgada nesta quarta-feira (29), mostra que a eleição para o Senado no Paraná continua completamente aberta. Diferentemente da corrida ao Governo do Estado, onde Sergio Moro aparece com vantagem, a disputa pelas duas vagas no Senado apresenta um cenário bastante equilibrado, com vários candidatos competitivos e espaço para mudanças ao longo da campanha.

No primeiro voto para o Senado (cenário estimulado), o deputado federal Deltan Dallagnol (Novo) lidera com 20,8% das intenções de voto. Em seguida aparecem Gleisi Hoffmann (PT), com 18,9%, Álvaro Dias (MDB), com 16,1%, e Alexandre Curi (Republicanos), com 14,2%. Logo atrás estão Cristina Graeml (PSD), com 11,6%, e Filipe Barros (PL), com 10,8%. Ainda, 7,6% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum candidato, enquanto 11,8% disseram não saber ou preferiram não responder.

Já no cenário que mede a segunda opção de voto para o Senado, o quadro muda significativamente. Filipe Barros aparece na liderança, com 14,6%, seguido de Álvaro Dias, com 12,4%, Deltan Dallagnol, com 10,6%, Alexandre Curi, com 10,4%, Gleisi Hoffmann, com 9,5%, e Cristina Graeml, com 8,2%. O percentual de eleitores que ainda não sabem em quem votar chega a 16,3%, enquanto 12,5% afirmam que votarão em branco, anularão o voto ou não escolherão nenhum dos nomes apresentados.

Os números revelam uma disputa extremamente pulverizada. Nenhum candidato ultrapassa a marca de 21% no primeiro voto, e as diferenças entre os principais concorrentes permanecem dentro de uma faixa que pode ser alterada facilmente durante a campanha eleitoral.

O desempenho de Deltan Dallagnol confirma que ele mantém uma base eleitoral sólida construída desde a Operação Lava Jato, especialmente entre os eleitores de direita. Entretanto, sua vantagem é relativamente pequena e não lhe garante qualquer conforto diante da competitividade dos adversários.

Gleisi Hoffmann demonstra força ao aparecer na segunda posição com 18,9%, preservando o eleitorado tradicional do PT. O desafio da petista, contudo, continua sendo ampliar sua votação para além do núcleo histórico da esquerda, em um estado que, nas últimas eleições, apresentou predominância de candidatos de centro e direita.

Um dos destaques da pesquisa é Alexandre Curi, que alcança 14,2% no primeiro voto e 10,4% como segunda opção. Os números indicam potencial de crescimento, especialmente em razão da ampla capilaridade política construída junto aos prefeitos e lideranças municipais e da proximidade com o grupo do governador Ratinho Junior.

Outro dado relevante é o desempenho de Álvaro Dias, que registra 16,1% no primeiro voto e 12,4% no segundo. Mesmo fora do Senado desde 2023, o ex-senador continua sendo um dos políticos mais conhecidos do Paraná e demonstra que ainda preserva um patrimônio eleitoral importante.

Na direita, a disputa tende a ser intensa. Filipe Barros aparece com 10,8% na primeira escolha, mas lidera a preferência como segundo voto, alcançando 14,6%. Isso demonstra que seu nome pode ser beneficiado pelo sistema eleitoral, no qual cada eleitor escolhe dois candidatos ao Senado.

Também chama atenção o desempenho de Cristina Graeml, que soma 11,6% na primeira opção e 8,2% na segunda, consolidando-se como uma candidatura competitiva e ampliando a fragmentação do eleitorado conservador.

Outro aspecto importante da pesquisa é o elevado percentual de eleitores que ainda não definiram seus votos. Somando os indecisos e aqueles que afirmam votar em branco, nulo ou em nenhum candidato, chega-se a um contingente expressivo de eleitores que poderá alterar significativamente o cenário até outubro.

A pesquisa Bem Paraná/IRG, portanto, não aponta favoritos absolutos para o Senado. Ao contrário, revela uma eleição altamente competitiva, em que conhecimento público, alianças partidárias, desempenho das campanhas ao Governo do Estado e articulação regional poderão ser decisivos para definir quem ocupará as duas vagas que estarão em disputa no Paraná.