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Greca vice de Sandro Alex muda o tabuleiro eleitoral e inaugura uma nova fase da campanha no Paraná

O primeiro impacto da aliança é político. Rafael Greca deixa de ser adversário para se transformar em um dos principais ativos eleitorais de Sandro Alex

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Redação30/07/2026
Greca vice de Sandro Alex muda o tabuleiro eleitoral e inaugura uma nova fase da campanha no Paraná

A confirmação de Rafael Greca como candidato a vice-governador na chapa de Sandro Alex representa muito mais do que a definição de uma composição majoritária. Ela muda o eixo da disputa pelo Governo do Paraná e inaugura uma nova etapa da campanha eleitoral. A decisão foi tomada em reunião entre os dois líderes e deverá ser oficializada na convenção do MDB, consolidando uma ampla aliança liderada pelo PSD do governador Ratinho Junior.

Até agora, a campanha estava concentrada na formação das chapas e na construção das alianças. A partir da oficialização da candidatura conjunta, a disputa tende a migrar para outro campo: o confronto direto entre os projetos políticos.

O primeiro impacto da aliança é político. Rafael Greca deixa de ser adversário para se transformar em um dos principais ativos eleitorais de Sandro Alex. Ex-prefeito de Curitiba por três mandatos, Greca leva para a chapa sua experiência administrativa, sua forte identificação com a capital e o peso do MDB, ampliando significativamente a base de apoio do candidato governista.

O segundo efeito ocorre sobre o próprio cenário eleitoral. Enquanto Greca permanecia como pré-candidato ao Governo, o eleitorado de centro e de centro-direita encontrava mais uma opção competitiva. Com sua saída da disputa, parte desse eleitorado tende a migrar naturalmente para a candidatura de Sandro Alex, fortalecendo ainda mais o projeto apoiado por Ratinho Junior. Isso não significa uma transferência automática de votos, mas reduz a fragmentação do campo governista e simplifica a escolha para muitos eleitores.

Outro aspecto relevante é o simbolismo da decisão. Há poucas semanas, Greca afirmava publicamente que não seria vice de ninguém. A mudança de posição evidencia que prevaleceu a estratégia de construção de uma candidatura mais competitiva, capaz de reunir as principais forças políticas alinhadas ao atual governo estadual.

A campanha também muda para os adversários.

Até então, Sergio Moro concentrava sua estratégia na liderança das pesquisas e na alta lembrança espontânea de seu nome. Requião Filho buscava consolidar-se como principal alternativa de oposição ao grupo de Ratinho Junior. Com a união entre Sandro Alex e Greca, ambos passam a enfrentar uma candidatura que reúne maior capilaridade política, presença regional e uma ampla estrutura partidária.

Esse movimento ganha ainda mais importância quando observado à luz da pesquisa espontânea divulgada pelo Instituto IRG. O levantamento mostrou que 59,2% dos eleitores ainda não sabem em quem votar para governador. Entre os nomes lembrados espontaneamente, Sergio Moro aparece com 16,4%, Requião Filho com 6,5%, Ratinho Junior com 5,1% — mesmo não sendo candidato —, Sandro Alex com 4,6% e Rafael Greca com 2,6%.

A soma das lembranças espontâneas de Sandro Alex e Greca alcança 7,2%, superando individualmente Requião Filho. Embora pesquisas espontâneas não permitam simplesmente adicionar percentuais como previsão de voto, elas indicam que a chapa reúne dois nomes já presentes na memória do eleitor, o que pode favorecer o crescimento do conhecimento da candidatura ao longo da campanha.

É justamente aí que a disputa tende a se intensificar.

A partir de agora, Sandro Alex deixa de ser apenas o candidato apoiado por Ratinho Junior. Passa a liderar uma coligação robusta, com PSD, MDB, PP, União Brasil, PSDB e Cidadania, ampliando sua presença política em praticamente todas as regiões do Estado.

Com as alianças praticamente definidas, a tendência é que os próximos meses sejam marcados por uma campanha muito mais propositiva e também mais dura. Os debates deverão concentrar-se na comparação entre modelos de gestão, experiência administrativa, segurança pública, infraestrutura, desenvolvimento regional e capacidade de articulação política.

Se até aqui a principal disputa ocorria nos bastidores, entre negociações partidárias e montagem das chapas, daqui para frente a batalha será pela conquista dos quase 60% de eleitores que ainda não definiram seu voto. É nesse contingente que a eleição será decidida.

A fotografia do momento mostra Sergio Moro ainda na liderança das pesquisas. Mas a entrada definitiva de Rafael Greca na chapa de Sandro Alex altera a dinâmica da corrida eleitoral. A sucessão paranaense deixa de ser apenas uma disputa de nomes e passa a ser uma disputa entre projetos políticos claramente organizados. A partir de agora, a campanha entra em sua fase mais decisiva.