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Nova pesquisa mostra a alta rejeição dos candidatos ao governo do Paraná

Esta é a primeira sondagem da Neokemp depois das convenções. Quando os entrevistados foram ouvidos, já estavam definidos os nomes ...

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Redação12/08/2026
Nova pesquisa mostra a alta rejeição dos candidatos ao governo do Paraná

A primeira pesquisa do Instituto Neokemp realizada depois do encerramento das convenções partidárias apresenta uma fotografia importante da corrida pelo Governo do Paraná. Sergio Moro (PL) aparece na liderança, com 45,7% das intenções de voto, mas os números também revelam uma disputa bastante diferente daquela apresentada por levantamentos anteriores, principalmente pela consolidação das candidaturas e pela definição das chapas.

O levantamento, realizado nos dias 10 e 11 de agosto, ouviu 1.008 eleitores em 100 cidades do Paraná, com margem de erro de 3,1 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número PR-03242/2026.

No cenário estimulado, os números são:

Candidato
Intenção de voto
Sergio Moro (PL)
45,7%
Requião Filho (PDT)
23,2%
Sandro Alex (PSD)
18,2%
Luiz França (Missão)
2,0%
Tayná Miessa (UP)
1,2%
Adriano Teixeira (PCO)
0,5%
Samuel de Mattos (PSTU)
0,2%
Alexandre Salomão (Mobiliza)
0,1%
Branco/Nulo
4,2%
Não sabe
4,8%

Moro ainda é o nome a ser batido

O primeiro dado é incontestável: Moro mantém uma liderança muito expressiva. Com 45,7%, aparece mais de 22 pontos à frente de Requião Filho e mais de 27 pontos à frente de Sandro Alex.

Mas existe uma questão importante: a pesquisa mede uma eleição que acabou de ganhar novos contornos.

Esta é a primeira sondagem da Neokemp depois das convenções. Quando os entrevistados foram ouvidos, já estavam definidos os nomes que efetivamente estarão nas urnas, ao contrário de pesquisas anteriores que incluíam candidatos que acabaram desistindo ou mudando de posição.

A própria Gazeta do Povo destaca que o levantamento é o primeiro publicado após o período de convenções.

Por isso, mais do que comparar simplesmente percentuais, é preciso observar a fotografia como um ponto de partida para a campanha.

Requião Filho aparece em segundo, mas com rejeição muito alta

Requião Filho registra 23,2%, mantendo a segunda posição. O dado que chama atenção, porém, está em outro indicador: 42,6% dizem que não votariam nele de jeito nenhum.

É a maior rejeição entre os candidatos.

Sergio Moro aparece em seguida, com 32,8% de rejeição, enquanto Sandro Alex registra apenas 6,4%.

Essa diferença é politicamente relevante.

Intenção de voto é uma fotografia da preferência atual. Rejeição, por outro lado, ajuda a dimensionar o espaço que cada candidato ainda possui para crescer.

E, nesse aspecto, Sandro Alex aparece em uma situação bastante particular.

Sandro Alex: terceiro colocado, mas com enorme espaço para crescer

Os 18,2% de Sandro Alex colocam o candidato do PSD em terceiro lugar, 5 pontos atrás de Requião Filho.

À primeira vista, a distância pode parecer confortável para o candidato do PDT. Mas a rejeição de Sandro é de apenas 6,4%, uma diferença gigantesca em relação aos 42,6% de Requião.

Isso significa que existe uma parcela considerável do eleitorado que ainda pode ser alcançada pela campanha de Sandro.

E há um detalhe político fundamental: a pesquisa foi realizada apenas cinco dias depois do encerramento das convenções.

A chapa de Sandro Alex foi completamente remodelada nas últimas semanas. Rafael Greca deixou a disputa pelo Governo para assumir a vice; Alexandre Curi e Cristina Graeml foram consolidados na disputa pelo Senado; e uma ampla coalizão partidária foi formada em torno do PSD.

Agora começa a exposição dessa composição para o eleitor.

O resultado da Neokemp, portanto, precisa ser observado também sob a perspectiva do que ainda não aconteceu.

O fator Greca ainda terá de ser medido

A pesquisa mostra Sandro com 18,2%, mas não permite afirmar quanto dessa intenção de voto decorre da nova composição da chapa ou da associação com Rafael Greca.

Esse será um dos pontos mais interessantes das próximas pesquisas.

Greca possui trajetória política própria, já foi prefeito de Curitiba e tem forte reconhecimento na capital. Sua entrada como vice modificou completamente a estratégia eleitoral do grupo governista.

Se houver transferência efetiva de parte do eleitorado de Greca para Sandro, esse movimento ainda poderá aparecer de maneira mais clara nos próximos levantamentos.

Da mesma forma, o maior tempo de televisão da coligação governista ainda não foi colocado em prática.

A disputa pelo segundo turno continua aberta

Com Moro em 45,7%, a pesquisa sugere uma situação confortável para o candidato do PL, mas não necessariamente definitiva.

Primeiro porque 45,7% não representam maioria absoluta.

Segundo porque existe um contingente de 9% entre indecisos e votos brancos/nulos. E, principalmente, porque a campanha está apenas começando.

O horário eleitoral, os debates, as entrevistas e o confronto direto entre os candidatos ainda terão capacidade de modificar a percepção do eleitor.

E existe uma característica importante nesta eleição: os três principais candidatos possuem perfis muito diferentes.

Moro tem a força de uma marca nacional consolidada e forte identificação com o eleitorado de direita.

Requião Filho carrega a tradição política do grupo Requião e lidera uma frente de centro-esquerda.

Sandro Alex representa a continuidade do governo Ratinho Junior e dispõe de uma ampla estrutura partidária, além de ter Rafael Greca como vice.

A campanha será justamente a disputa pela definição de qual dessas três narrativas conseguirá conquistar o eleitor.

A pesquisa presidencial ajuda a entender o ambiente político

O levantamento também pesquisou a eleição para presidente entre os eleitores paranaenses. Nesse cenário, Flávio Bolsonaro aparece com 49,1%, contra 29,5% de Lula. Ronaldo Caiado tem 6,9% e Renan Santos, 6,3%.

Esse dado é particularmente relevante para compreender o ambiente eleitoral do Paraná.

A liderança de Flávio mostra a força do campo bolsonarista no Estado e ajuda a explicar parte da vantagem de Moro na disputa estadual. A associação entre os dois candidatos é natural dentro da estratégia do PL.

Mas há uma diferença fundamental: o eleitor escolherá separadamente presidente e governador.

Moro precisará transformar sua força no campo conservador em uma proposta específica para o Paraná. Sandro, por sua vez, tentará apresentar a avaliação do governo Ratinho Junior como seu principal ativo eleitoral.

O número que mais merece atenção: 6,4%

Talvez o dado mais interessante para Sandro Alex não seja os 18,2% de intenção de voto.

É a rejeição de apenas 6,4%.

Em uma campanha que começa agora, isso significa espaço para crescimento.

Sandro ainda precisa transformar conhecimento em voto, mas não carrega uma rejeição comparável à de seus dois principais adversários. Se conseguir ampliar sua exposição, utilizar o tempo de televisão que sua coligação conquistou e apresentar os resultados do governo Ratinho Junior de forma convincente, poderá buscar os quase cinco pontos que o separam de Requião Filho.

E isso mudaria completamente o desenho da eleição.

A fotografia é importante, mas a campanha está apenas começando

A pesquisa Neokemp não deve ser interpretada como previsão do resultado das urnas. A própria Gazeta do Povo ressalta que pesquisas representam uma leitura de momento e podem sofrer influência da metodologia, da amostra e da forma como as perguntas são apresentadas.

Mas ela tem um mérito incontestável: é a primeira fotografia do Paraná depois que o tabuleiro foi efetivamente montado.

Moro começa na frente, com 45,7%.

Requião Filho aparece em segundo, com 23,2%, mas enfrenta uma rejeição de 42,6%.

Sandro Alex tem 18,2%, está em terceiro, mas apresenta a menor rejeição entre os três principais candidatos, com apenas 6,4%.

É justamente essa combinação que torna a eleição interessante.

Moro larga na frente. Requião está no segundo lugar. Sandro tem espaço para crescer.

Agora começa a fase em que propaganda, debates, alianças, exposição dos candidatos e avaliação dos governos poderão transformar essa fotografia.

E a próxima pesquisa será muito mais importante do que esta para responder à pergunta que começa a dominar a eleição: Sandro Alex conseguirá transformar sua baixa rejeição e a estrutura política construída por Ratinho Junior em crescimento suficiente para disputar a segunda vaga no segundo turno?

A resposta ainda não está nas urnas. Está nas próximas semanas.