Obra de mais de R$ 85 milhões reúne Governo do Paraná, Prefeitura de Curitiba e iniciativa privada para modernizar uma estrutura construída na década de 1970
Curitiba finalmente começa a colocar no papel — e, em breve, nas ruas — uma solução para um dos gargalos viários mais antigos da cidade. O projeto do Novo Viaduto do Orleans, apresentado pelo prefeito Eduardo Pimentel e pelo governador Ratinho Junior, prevê a construção de uma segunda estrutura sobre a BR-277 e a implantação de um novo sistema viário na região Oeste da capital.
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O projeto representa um investimento total de R$ 85,2 milhões. Desse montante, R$ 45,2 milhões serão destinados pela Ecorodovias para a construção do novo viaduto, dentro de um acordo judicial firmado com o Governo do Paraná. A Prefeitura de Curitiba entrará com outros R$ 40 milhões, sendo R$ 25 milhões para as obras de infraestrutura e R$ 15 milhões para desapropriações.
A mudança é significativa. Hoje, o Viaduto do Orleans concentra o tráfego nos dois sentidos da BR-277. Com a nova estrutura, os dois viadutos passarão a funcionar em sentidos organizados, com três faixas para cada direção, aumentando a capacidade da rodovia e melhorando a distribuição dos veículos.
Mas a intervenção não ficará restrita ao viaduto. A Prefeitura também implantará um binário de aproximadamente 2,1 quilômetros, com abertura e requalificação de vias, extensão da Avenida Vereador Toaldo Túlio e prolongamento da Rua Padre Paulo Warkocz. A proposta é criar novas alternativas para quem circula entre Orleans, Santa Felicidade, Campo Comprido e a BR-277.
Uma obra que vai além do trânsito
O ponto mais importante do projeto talvez esteja justamente na sua capacidade de reorganizar toda aquela região. O atual viaduto foi construído na década de 1970, quando Curitiba tinha outra configuração urbana e uma frota muito menor. Mais de cinco décadas depois, a estrutura já não acompanha o crescimento da cidade e o volume de veículos que chegam à capital pela BR-277.
A expectativa é que a obra também melhore o acesso ao Parque Barigui e ofereça uma alternativa para quem chega a Curitiba vindo de Campo Largo e de outras regiões do Paraná.
Outro aspecto relevante é a forma encontrada para financiar a intervenção. O projeto nasceu de uma articulação que envolveu Governo do Paraná, Prefeitura de Curitiba, órgãos de controle, Justiça Federal, Ministério Público, DNIT e iniciativa privada, transformando questões relacionadas a antigas concessões rodoviárias em investimento em infraestrutura.
- A previsão é de 18 a 24 meses de obras, com a expectativa do Governo do Estado de que as máquinas possam começar a trabalhar já no início de 2027, depois da conclusão das etapas técnicas e licenças necessárias.
O que muda na prática
Mais do que um novo viaduto, o projeto representa uma tentativa de corrigir uma infraestrutura que ficou pequena diante do crescimento de Curitiba. A aposta é que a combinação entre novas pistas, sentidos únicos, binário e novas conexões viárias reduza os congestionamentos e dê mais fluidez ao trânsito da região.
É uma obra de mobilidade com impacto direto na vida de quem mora, trabalha ou passa diariamente pelo Oeste de Curitiba — e que mostra como problemas urbanos antigos exigem planejamento, integração entre governos e capacidade de transformar recursos em infraestrutura.
Em resumo: o Viaduto do Orleans não é apenas uma obra viária. É uma intervenção que pode redesenhar a circulação de uma das regiões mais movimentadas de Curitiba
