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Pesquisa Bem Paraná/IRG mostra avanço de Sandro Alex e reforça o peso da rejeição na disputa pelo Governo do Paraná

O segundo aspecto é que Sandro Alex reduz a distância para os candidatos que tradicionalmente ocupavam as primeiras posições nas pesquisas

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Redação29/07/2026
Pesquisa Bem Paraná/IRG mostra avanço de Sandro Alex e reforça o peso da rejeição na disputa pelo Governo do Paraná

A nova pesquisa Bem Paraná/Instituto IRG confirma um cenário que começa a se consolidar na sucessão estadual: Sergio Moro permanece na liderança da corrida ao Palácio Iguaçu, mas a movimentação mais significativa do levantamento é o crescimento de Sandro Alex, que passa a disputar diretamente a segunda colocação e amplia seu espaço político na pré-campanha.

No principal cenário estimulado, Sergio Moro aparece com 40,7% das intenções de voto, seguido por Requião Filho, com 18,6%. Na sequência, surgem Sandro Alex, com 10,6%, e Rafael Greca, com 9,6%, em situação de empate técnico dentro da margem de erro. Luiz França registra 3,1% e Tony Garcia, 1,9%. Os indecisos representam 11,1%, enquanto 4,5% afirmam votar em branco ou anular o voto.

Embora a liderança de Moro permaneça consistente, o crescimento de Sandro Alex merece atenção por três motivos.

O primeiro é que ele se consolida como o principal representante do grupo político do governador Ratinho Junior, cuja administração continua registrando elevados índices de aprovação. A tendência é que a exposição da campanha fortaleça ainda mais essa associação.

O segundo aspecto é que Sandro Alex reduz a distância para os candidatos que tradicionalmente ocupavam as primeiras posições nas pesquisas. O levantamento demonstra que ele já disputa voto a voto o terceiro lugar com Rafael Greca e se aproxima de Requião Filho, consolidando-se como um dos protagonistas da sucessão estadual.

Mas talvez o dado mais relevante da pesquisa esteja na rejeição dos pré-candidatos.

REJEIÇÃO

Nesse quesito, Requião Filho lidera com 38,9%, ou seja, quase quatro em cada dez entrevistados afirmam que não votariam nele de jeito nenhum. Em segundo lugar aparece Sergio Moro, com 27,6% de rejeição. Em seguida vêm Luiz França (8,3%), Rafael Greca (6,6%), Sandro Alex (5,3%) e Tony Garcia (3,6%). Outros 3,3% rejeitam todos os nomes apresentados, enquanto 6,4% afirmam não rejeitar nenhum dos pré-candidatos.

Esses números ajudam a explicar por que a corrida eleitoral está longe de ser decidida.

A intenção de voto mostra quem está na frente hoje. A rejeição indica quem encontra mais dificuldades para crescer amanhã.

No caso de Requião Filho, a pesquisa revela um obstáculo expressivo. Com 38,9% de rejeição, sua margem para conquistar novos eleitores torna-se naturalmente mais estreita, especialmente em uma disputa que tende a ser decidida pelos votos do centro político e pelos indecisos.

Sergio Moro vive situação semelhante, ainda que em menor intensidade. Lidera com folga nas intenções de voto, mas também carrega uma rejeição elevada (27,6%), resultado da forte polarização que acompanha sua trajetória política. Em campanhas majoritárias, candidatos com altos índices de rejeição costumam enfrentar maior dificuldade para ampliar sua vantagem.

É justamente nesse cenário que Sandro Alex se diferencia.

Sua rejeição de apenas 5,3% é, entre os principais concorrentes, a mais baixa da pesquisa. Isso significa que, embora ainda tenha um percentual menor de intenção de voto, enfrenta pouca resistência do eleitorado. Em outras palavras, existe espaço para crescer à medida que sua candidatura se torne mais conhecida e a campanha ganhe intensidade.

Outro dado que merece atenção é o percentual de indecisos. Os 11,1% que ainda não escolheram um candidato representam um contingente suficientemente expressivo para alterar o equilíbrio da disputa nas próximas semanas. Historicamente, esse eleitor tende a observar o desempenho dos candidatos durante a campanha, os debates, o horário eleitoral e o apoio de lideranças políticas antes de tomar sua decisão.

Por isso, a fotografia apresentada pelo IRG vai além da liderança momentânea de Sergio Moro. Ela revela uma disputa em transformação.

Enquanto Moro continua como favorito neste momento e Requião Filho mantém a segunda colocação, Sandro Alex demonstra evolução consistente, impulsionado pelo grupo político do governo estadual e beneficiado por um ativo eleitoral cada vez mais importante: a baixa rejeição.

Em eleições majoritárias, não basta apenas começar na frente. É preciso manter capacidade de crescimento durante toda a campanha. Sob esse aspecto, a pesquisa Bem Paraná/IRG indica que Sandro Alex pode ser um dos candidatos com maior potencial de expansão nos próximos meses, especialmente se conseguir converter a força política do governo Ratinho Junior em maior conhecimento junto ao eleitorado paranaense.