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Pesquisa muda o jogo: Sandro Alex cresce forte e eleição ainda tem 60% de indecisos

Isso significa que, dentro das simulações apresentadas pelo IRG, Sandro aparece como um candidato com capacidade de vencer...

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Redação13/08/2026
Pesquisa muda o jogo: Sandro Alex cresce forte e eleição ainda tem 60% de indecisos

crédito de imagem: Redes Sociais Grupo RIC

A nova pesquisa Grupo RIC/IRG traz uma mudança importante no cenário eleitoral paranaense: Sandro Alex aparece com 24,8% das intenções de voto e já encosta em Requião Filho, que tem 21%. Sergio Moro continua na liderança, com 40,2%, mas a novidade mais relevante do levantamento está justamente no avanço do candidato do PSD.

O levantamento foi realizado entre 8 e 12 de agosto, com 1.350 eleitores em todo o Paraná, margem de erro de 2,67 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número PR-09301/2026.

No cenário estimulado, com os candidatos apresentados juntamente com seus respectivos vices, os números são:

  • Sergio Moro (PL) / Edson Vasconcelos: 40,2%
  • Sandro Alex (PSD) / Rafael Greca (MDB): 24,8%
  • Requião Filho (PDT) / Michele Caputo: 21,0%
  • Luiz França: 0,7%
  • Adriano Teixeira: 0,4%
  • Samuel de Mattos: 0,3%
  • Tayná Miessa: 0,2%
  • Alexandre Salomão: 0,1%
  • Branco/nulo: 4,4%
  • Não sabe/não respondeu: 7,9%.

A primeira conclusão é evidente: Moro ainda lidera, mas Sandro Alex mudou de patamar.

De 16,5% para 24,8%

A comparação com a pesquisa anterior do próprio IRG é particularmente significativa.

No levantamento realizado entre 24 e 28 de julho, Sandro Alex tinha 16,5%, enquanto Requião Filho aparecia com 19,1% e Rafael Greca, isoladamente, com 11,1%. Moro tinha 37,4%.

Agora, Sandro aparece com 24,8%.

São 8,3 pontos percentuais de crescimento em aproximadamente duas semanas.

Em termos relativos, significa um aumento de aproximadamente 50% sobre os 16,5% anteriores.

É uma mudança que não pode ser ignorada.

É verdade que os dois levantamentos não são exatamente iguais: a pesquisa anterior apresentava os candidatos separadamente, enquanto a nova pesquisa coloca Sandro Alex ao lado de Rafael Greca. Portanto, não é metodologicamente correto atribuir todo o crescimento exclusivamente a Sandro ou afirmar que os 11,1% que Greca tinha anteriormente foram automaticamente transferidos para ele.

Mas existe uma coincidência política impossível de ignorar: Greca deixou a candidatura própria e passou a integrar a chapa como vice de Sandro. E a primeira pesquisa do IRG a medir a chapa completa mostra Sandro subindo de 16,5% para 24,8%.

A pergunta que fica é: quanto desse crescimento representa a força eleitoral de Greca? Quanto é consequência da consolidação da candidatura de Sandro? E quanto decorre da maior exposição produzida pelo fim das convenções?

É justamente isso que as próximas pesquisas precisarão responder.

O segundo lugar está aberto

Outro dado importante é que Sandro Alex agora está apenas 3,8 pontos atrás de Requião Filho.

Considerando a margem de erro de 2,67 pontos percentuais, os dois aparecem em uma situação de proximidade suficiente para tornar a disputa pelo segundo lugar praticamente aberta. A própria cobertura da pesquisa destaca que as duas chapas estão tecnicamente empatadas.

Isso altera a narrativa da campanha.

Sandro já não precisa apenas defender sua candidatura contra Requião. Ele começa a disputar diretamente a possibilidade de chegar ao segundo turno.

E existe uma diferença importante entre os dois candidatos: Requião Filho aparece com 21%, mas Sandro chega a 24,8% justamente quando sua chapa passa a incorporar Rafael Greca.

Greca pode ser o fator decisivo

A entrada de Rafael Greca como vice ganha, portanto, uma dimensão que vai além da composição partidária.

Greca possui uma trajetória política própria e uma forte identificação com Curitiba. Sua decisão de abandonar a candidatura ao Governo para integrar a chapa de Sandro foi uma das mudanças mais importantes do período de convenções.

Agora aparece a primeira evidência quantitativa de que essa composição pode ter alterado a posição de Sandro na disputa.

Não significa que Greca tenha transferido integralmente seus antigos 11,1% para Sandro. Seria uma conclusão que a pesquisa não permite. Mas a combinação entre os dois produziu uma chapa com 24,8%, quase nove pontos acima do percentual que Sandro registrava sozinho no levantamento anterior.

E isso merece ser observado.

O dado mais impressionante está no segundo turno

Se o primeiro turno mostra crescimento, o segundo turno apresenta uma transformação ainda mais significativa.

Em uma disputa entre Moro e Sandro Alex, a pesquisa aponta:

Moro/Edson Vasconcelos: 42,7%

Sandro Alex/Rafael Greca: 38,1%

Brancos, nulos e nenhum: 7,3%

Não sabe/não respondeu: 11,9%.

A diferença é de apenas 4,6 pontos percentuais.

Mais uma vez, não se trata de dizer que existe empate técnico automaticamente, mas é uma distância muito menor do que aquela observada no primeiro turno.

E esse é provavelmente o número que mais merece atenção política.

Moro aparece com 40,2% no primeiro turno, enquanto Sandro tem 24,8%. Mas, quando os dois são colocados frente a frente, a diferença cai para 4,6 pontos.

Isso mostra que uma eventual segunda rodada poderia ser muito mais competitiva do que a primeira fotografia sugere.

Sandro vence Requião com ampla vantagem

Há outro dado ainda mais favorável ao candidato do PSD.

Em um eventual segundo turno entre Sandro Alex e Requião Filho, o resultado seria:

Sandro Alex/Rafael Greca: 47,6%

Requião Filho/Michele Caputo: 28,3%

Brancos, nulos e nenhum: 14,6%

Não sabe/não respondeu: 9,5%.

A diferença chega a 19,3 pontos percentuais.

Isso significa que, dentro das simulações apresentadas pelo IRG, Sandro aparece como um candidato com capacidade de vencer Requião Filho com vantagem expressiva e, ao mesmo tempo, de fazer uma disputa muito mais apertada com Moro.

É uma combinação que pode mudar a estratégia de todos os adversários.

A eleição ainda está longe de definida

É preciso também olhar para o número que aparece na pesquisa espontânea.

Quando os nomes não são apresentados, 60,4% dos entrevistados não sabem ou não respondem em quem pretendem votar. Moro tem 17,4%, Requião Filho 7,4% e Sandro Alex 6,8%.

Ou seja: apesar de todas as pesquisas e de toda a movimentação política, a maioria dos paranaenses ainda não tem uma escolha consolidada.

Isso significa que há espaço para crescimento — e também para queda.

A campanha começou oficialmente, os candidatos estão definidos, os vices foram incorporados às chapas e o eleitor começará a receber diariamente uma quantidade muito maior de informações.

Nesse ambiente, a capacidade de comunicação será decisiva.

O cenário para Moro também mudou

Moro continua sendo o líder e tem uma vantagem de 15,4 pontos sobre Sandro no primeiro turno.

Mas, comparando os dois levantamentos do IRG, Moro passou de 37,4% para 40,2%, enquanto Sandro saiu de 16,5% para 24,8%.

O crescimento de Moro, portanto, foi de 2,8 pontos.

O de Sandro foi de 8,3.

Isso não significa que Moro esteja em queda. Pelo contrário: ele também cresceu.

A diferença é que Sandro cresceu mais rapidamente.

E essa talvez seja a informação política mais relevante da pesquisa.

O tabuleiro começa a ficar mais claro

Há poucas semanas, Sandro Alex aparecia atrás de Requião Filho e Rafael Greca ainda disputava a candidatura própria.

Hoje, Sandro lidera a disputa pelo segundo lugar, tem Rafael Greca como vice e aparece a apenas 3,8 pontos de Requião Filho.

No segundo turno contra Moro, a distância é de 4,6 pontos.

Contra Requião, Sandro abre 19,3 pontos.

É uma mudança de cenário importante.

Ainda seria precipitado falar em virada ou afirmar que Sandro já está no segundo turno. A campanha está apenas começando e as pesquisas são fotografias de momentos diferentes, realizadas com metodologias e questionários que também mudaram.

Mas uma coisa já pode ser dita com segurança: Sandro Alex deixou de ser apenas uma candidatura governista em busca de espaço e passou a ser um competidor real pela segunda vaga no segundo turno.

E Rafael Greca parece ter se tornado uma peça importante dessa equação.

Agora começa a fase em que a política terá de transformar alianças em votos.

Moro continua na frente. Sandro cresce. Requião precisa reagir. E, pela primeira vez, a distância entre o segundo e o terceiro colocado ficou pequena o suficiente para tornar a disputa pelo segundo turno uma das principais batalhas da eleição paranaense.

A próxima pesquisa dirá se o crescimento de Sandro foi apenas o efeito imediato da montagem da chapa — ou se estamos diante de uma tendência eleitoral.

Dados da Pesquisa

A pesquisaGrupo RIC/IRGouviu1.350 eleitoresno Paraná, entre os dias08 e 12 de agosto. A margem de erro é de2,67%pontos percentuaispara mais ou para menos. O índice de confiança é de95%. A sondagem está registrada na Justiça Eleitoral sob o númeroPR-09301/2026.