A política brasileira costuma ser ruidosa. Mas, no Paraná, a principal liderança dos últimos anos se consolidou de outra forma. Ratinho Junior chega a 2026 não apenas como um governador bem avaliado. Chega como um dos políticos mais fortes do país. E essa força tem base concreta.
1. Os números que sustentam o poder As pesquisas mais recentes não deixam margem para dúvida. O governo Ratinho Junior registra índices de aprovação que raramente aparecem em final de mandato: • cerca de 80% de aprovação na pesquisa Quaest (abril/2026) • 83,8% de aprovação segundo o Paraná Pesquisas • chegando a 88,2% em outros levantamentos.
Além disso, mais de 70% dos eleitores avaliam o governo como positivo. Não é aprovação pontual. É consistência ao longo do tempo. E, na política, consistência gera algo mais importante que popularidade: gera autoridade.
2. A força política que ultrapassa o governo A pesquisa Quaest traz um dado ainda mais relevante: cerca de 64% dos eleitores acreditam que Ratinho Junior merece eleger o sucessor. Esse número traduz algo raro: não apenas aprovação administrativa — mas legitimidade política. É a transição de um governo bem avaliado, para um governo com capacidade de continuidade.
3. A construção dessa força Essa posição não surgiu por acaso. Ela foi construída sobre três pilares claros:
- gestão orientada à entrega: Infraestrutura, concessões, obras estruturantes e investimentos privados se tornaram a marca do governo.
- administração pragmática:: Foco em resultado, redução de conflitos e previsibilidade institucional.
- distanciamento do conflito ideológico: Enquanto o país se polarizou, Ratinho Junior escolheu outro caminho: governar sem transformar a política em confronto permanente. Essa escolha ampliou sua base e reduziu rejeição.
4. O paradoxo de 2026 Mas há um dado que tensiona esse cenário. Apesar da aprovação elevada, a pesquisa Quaest mostra que o candidato apoiado pelo governador ainda não herdou essa força. Isso revela um ponto central: aprovação não se transfere automaticamente. Ela precisa ser construída politicamente.
5. O verdadeiro teste de poder É aqui que a eleição de 2026 ganha sentido. Ratinho Junior já venceu o teste da gestão. Agora enfrenta outro — mais difícil: o teste da sucessão. Porque, na política, existem dois níveis de liderança: • quem governa bem • e quem consegue fazer seu projeto continuar. E nem sempre eles coincidem.
6. O legado Independentemente do resultado eleitoral, há um conjunto claro de marcas deixadas: • investimentos estruturantes • ambiente econômico estável • gestão com alto índice de aprovação • modelo administrativo menos ideológico e mais operacional. Mas o legado não é apenas material. É também de método:
- Governar com menos ruído - e mais execução.
E ai? Ratinho Junior chega ao fim do mandato com algo raro: • aprovação elevada • baixa rejeição • base política estruturada. E um ativo ainda mais importante: legitimidade para influenciar a eleição. Mas influência não é garantia. É potencial.
Fato Ratinho Junior construiu um governo forte. Agora precisa provar que essa força não termina nele. Porque, na política, o verdadeiro legado não é governar bem. É conseguir continuar governando — mesmo quando já não se está no cargo.
