A Região Metropolitana de Curitiba tem o 2º maior Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) do país. A pesquisa Radar IDHM, divulgada pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) Brasil, trouxe os dados referentes ao ano de 2024. A Região Metropolitana de Curitiba (RMC) obteve nota 0,856, estando atrás apenas da Região Metropolitana de Florianópolis (SC), que atingiu o índice 0,874. O estudo aponta que 17 das 21 regiões analisadas atingiram a faixa de “muito alto desenvolvimento humano” em 2024.
Para chegar nesta pontuação são avaliados os parâmetros de saúde e longevidade, educação e geração de renda. Em 2024, o Brasil alcançou IDHM de 0,805. A escala do Pnud para classificar o desenvolvimento humano varia de 0 a 1, sendo muito alto acima de 0,800.
O prefeito de Curitiba, Eduardo Pimentel, comentou os índices da RMC.
“Não é possível tratar cada município de maneira isolada. Temos uma parceria com políticas públicas vigorosas com cada cidade da região metropolitana para que o desenvolvimento venha para todos”, disse o prefeito.
RMC entre as melhor avaliadas. No índice referente à Educação, a RMC é a 2ª melhor classificada, com a pontuação 0,856, sendo a RM de São Paulo (SP) a primeira colocada, com 0,863.
Quando avaliada a Renda, a região metropolitana de Curitiba também é a segunda melhor avaliada, obtendo a nota 0,827; a primeira posição ficou com a RM de Florianópolis e a nota 0,849. Em 2024, apenas cinco regiões atingiram a faixa de muito alto desenvolvimento humano em renda: Rio de Janeiro (RJ), Porto Alegre (RS), São Paulo, Curitiba e Florianópolis. Por fim, no quesito Longevidade, a RMC obteve a 4ª posição com índice 0,885 e a primeira colocada foi Florianópolis com 0,928.
Evolução em todos os parâmetros. Quando feito o recorte por tempo, a Região Metropolitana teve crescimento do IDHM. No índice geral, a nota no ano de 2019 foi 0,835. Devido à pandemia, houve diminuição para 0,786 em 2021 e recuperou para 0,856 em 2024.
No quesito Educação, a nota da RMC em 2019 era 0,818, decresceu para 0,804 em 2021 e subiu para 0,856 em 2024. Em Saúde e Longevidade, o quadro se repetiu.
A nota era 0,882 em 2019, foi prejudicada pela pandemia e desceu para 0,785 em 2021 e obteve 0,885 na última medição. Em Renda, a nota em 2019 era 0,806, na verificação de 2021 foi 0,770 e recuperou para 0,827 em 2024. Importante salientar que todas as regiões tiveram diminuição em suas avaliações no ano de 2021 devido ao covid-19 e suas consequências.
