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Sandro se consolida no segundo lugar e encosta em Moro: eleição começa a ganhar novo desenho

É uma alteração significativa no desenho da disputa. Sandro deixou de disputar apenas a segunda posição e passou a se apresentar como...

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Redação19/08/2026
Sandro se consolida no segundo lugar e encosta em Moro: eleição começa a ganhar novo desenho

A disputa pelo Governo do Paraná ganhou um novo contorno com a pesquisa do Instituto Ranking, contratada pelo Jornal Indústria & Comércio e divulgada nesta quarta-feira (19) pelo Diário Indústria & Comércio. O levantamento mostra Sandro Alex (PSD) consolidado na segunda colocação, com 29,83%, enquanto Sergio Moro (PL) permanece na liderança, com 37,33%. Requião Filho (PDT) aparece em terceiro, com 20,56%.

O dado que mais chama atenção, entretanto, não é apenas a segunda colocação de Sandro. É a velocidade com que ele chegou até ela.

Na pesquisa anterior do mesmo instituto, divulgada em 31 de julho, Sandro Alex tinha 18,67%. Agora, aparece com 29,83%. São 11,16 pontos percentuais de crescimento em aproximadamente três semanas. No mesmo período, Moro passou de 36,5% para 37,33%, enquanto Requião Filho foi de 18,5% para 20,56%.

Ou seja: quem efetivamente movimentou a fotografia eleitoral foi Sandro Alex.

De empate técnico a segundo colocado isolado

A mudança fica ainda mais evidente quando se observa a distância entre Sandro e Requião Filho.

Em 31 de julho, os dois estavam praticamente empatados: 18,67% contra 18,5%, diferença de apenas 0,17 ponto percentual.

Agora, Sandro aparece com 29,83%, contra 20,56% de Requião.

A diferença saltou para 9,27 pontos percentuais.

É uma alteração significativa no desenho da disputa. Sandro deixou de disputar apenas a segunda posição e passou a se apresentar como o principal adversário de Sergio Moro, pelo menos nesta fotografia eleitoral.

Moro ainda lidera, mas a vantagem diminuiu muito

O outro número que merece atenção está na distância entre os dois primeiros.

Em 31 de julho, Moro tinha 36,5%, enquanto Sandro registrava 18,67%. A diferença era de 17,83 pontos percentuais.

Agora, Moro tem 37,33% e Sandro, 29,83%.

A vantagem caiu para 7,5 pontos.

Moro praticamente manteve sua posição, enquanto Sandro avançou fortemente.

Essa combinação é importante porque impede uma leitura simplista de que a liderança de Moro estaria necessariamente ameaçada. Ele continua na frente, mas a distância que antes parecia confortável deixou de ser tão expressiva.

E, em uma campanha que está apenas entrando em sua fase de maior exposição, sete pontos e meio não representam uma distância definitiva.

A campanha começa a produzir seus primeiros efeitos

Existe também um fator temporal importante.

O levantamento anterior foi realizado antes do início oficial da campanha. O novo levantamento já captura um momento em que as candidaturas começam a ocupar de maneira mais intensa o espaço público.

É justamente a partir de agora que os candidatos passam a contar com ferramentas eleitorais muito mais poderosas: propaganda de rádio e televisão, inserções, debates, sabatinas, entrevistas, eventos de campanha e pedidos explícitos de voto.

Sandro Alex chega a essa nova etapa em uma posição muito diferente daquela registrada no final de julho.

Há três semanas, estava empatado com Requião Filho. Agora, está quase dez pontos à frente dele e a apenas 7,5 pontos de Moro.

Isso muda a estratégia de todos.

Rafael Greca também entra na equação

Entre os dois levantamentos ocorreu uma mudança política importante: Rafael Greca (MDB) foi confirmado como candidato a vice na chapa de Sandro Alex.

Greca abriu mão da candidatura própria ao Governo e passou a integrar a chapa do PSD, acrescentando à composição sua experiência política e uma forte identificação com Curitiba e a Região Metropolitana.

A aliança também foi ampliada durante as convenções. A coligação passou a reunir PSD, MDB, Republicanos, PP, União Brasil, PSDB, Cidadania, Avante e Democrata, segundo as informações reproduzidas pelo Diário Indústria & Comércio.

O jornal destaca ainda que as legendas da aliança administram cerca de 75% dos municípios paranaenses.

Não seria correto afirmar que os 11,16 pontos de crescimento de Sandro são consequência direta da entrada de Greca. Uma pesquisa não permite estabelecer essa causalidade.

Mas a coincidência política é relevante.

A candidatura mudou de configuração e, na pesquisa seguinte, mudou de patamar.

Ainda existe eleitor a conquistar

O levantamento mostra Moro com 37,33%, Sandro com 29,83% e Requião com 20,56%. Os demais candidatos somam 1,5%; 5,5% não souberam ou não responderam, enquanto 5,28% declararam branco, nulo ou nenhum candidato.

Somados, esses dois últimos grupos representam 10,78%.

É um contingente expressivo para uma eleição que ainda terá semanas de exposição dos candidatos.

E há outro elemento: Sandro Alex agora terá de administrar uma situação nova.

Enquanto antes precisava provar que poderia chegar ao segundo turno, agora passa a ser tratado como o adversário direto de Moro.

Isso muda o foco dos ataques, aumenta a exposição e também eleva a responsabilidade.

A pesquisa precisa ser lida com cautela

O levantamento ouviu 1.200 eleitores do Paraná entre os dias 14 e 16 de agosto, em entrevistas presenciais e domiciliares. A margem de erro é de 2,83 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número PR-03953/2026.

Já o levantamento anterior, divulgado em 31 de julho, está registrado sob o número PR-07486/2026.

Essa identificação é importante porque permite comparar duas pesquisas do mesmo instituto, realizadas com metodologia semelhante e amostras do mesmo tamanho.

Ainda assim, pesquisa eleitoral continua sendo fotografia, e não resultado antecipado.

O verdadeiro teste começa agora

O crescimento de Sandro Alex é, sem dúvida, o principal movimento registrado pelo levantamento.

11,16 pontos em cerca de 20 dias não são um detalhe.

Ao mesmo tempo, seria precipitado transformar esse crescimento em uma previsão de vitória.

Moro continua liderando.

Requião Filho permanece competitivo.

E ainda há uma parcela relevante do eleitorado que não definiu sua escolha.

O que a pesquisa efetivamente demonstra é que a eleição mudou de temperatura.

Sandro Alex deixou para trás a condição de candidato que lutava para se consolidar no segundo lugar e passou a ocupar uma posição muito mais confortável: 29,83%, quase 30% e apenas 7,5 pontos atrás do líder.

Agora vem a parte mais difícil. Transformar crescimento em consolidação.

E, principalmente, descobrir se os próximos levantamentos confirmarão que os 11 pontos de avanço não foram apenas uma fotografia excepcional, mas o começo de uma tendência capaz de colocar Sandro Alex em condições reais de disputar a liderança pelo Governo do Paraná.