Se a disputa pelo Governo do Paraná já começa a ganhar contornos mais definidos, a corrida pelas duas vagas ao Senado permanece completamente aberta. A pesquisa espontânea mostra um cenário de baixa consolidação e revela que o maior adversário dos pré-candidatos ainda é o desconhecimento do eleitor.
O dado mais expressivo do levantamento é que 74,17% dos entrevistados afirmaram não saber ou preferiram não responder quando questionados, espontaneamente, em quem votariam para o Senado. Trata-se de um índice excepcionalmente elevado, que evidencia uma eleição ainda distante da decisão do eleitor.
Entre os nomes lembrados espontaneamente, Deltan Dallagnol aparece na liderança com 8,17%, seguido por Gleisi Hoffmann, com 5,50%.
Na sequência surgem Alexandre Curi (2,33%), Álvaro Dias (2,08%) e Filipe Barros (1,92%), todos ainda com índices bastante modestos diante do universo de eleitores indecisos.
Os demais nomes aparecem de forma residual:
- Cristina Graeml: 0,50%
- Requião Filho: 0,33%
- Sergio Moro: 0,25%
- Paulo Martins: 0,17%
- Ratinho Junior: 0,17%
- Sandro Alex: 0,17%
- Arielson Chiorato: 0,08%
- Beto Richa: 0,08%
- Flávio Arns: 0,08%
- Osmar Dias: 0,08%
- Tadeu Veneri: 0,08%
Outro dado chama atenção. Mesmo sendo uma eleição em que cada eleitor poderá votar em dois candidatos, apenas um número reduzido de nomes consegue ultrapassar a barreira dos 2% de lembrança espontânea. Isso demonstra que o eleitorado ainda não iniciou efetivamente o processo de escolha para o Senado.
O levantamento também evidencia uma diferença importante em relação à disputa pelo Governo do Estado. Enquanto a eleição para governador já possui candidatos conhecidos e uma liderança relativamente consolidada, a corrida ao Senado permanece extremamente pulverizada. Nenhum pré-candidato conseguiu ocupar, até agora, um espaço dominante na lembrança do eleitor.
Nesse contexto, a vantagem de Deltan Dallagnol deve ser interpretada com cautela. Seus 8,17% representam a maior lembrança espontânea entre os nomes testados, mas ainda correspondem a uma parcela pequena diante do universo de mais de sete em cada dez eleitores que não mencionam qualquer candidato.
Para quem pretende disputar uma das duas vagas, o principal desafio não será apenas conquistar votos, mas, antes disso, tornar-se conhecido. Em um cenário de tão baixa definição, a capacidade de ampliar visibilidade durante a campanha pode ser mais determinante do que a posição ocupada nesta primeira fotografia do eleitorado.
A pesquisa mostra, portanto, que a disputa para o Senado está em um estágio muito inicial. Mais do que indicar favoritos, ela revela que há um amplo espaço para mudanças à medida que as candidaturas se consolidem e a campanha avance.
